(28.03.09)
sábado, 28 de março de 2009
Dificilmente fácil...
É fácil desistir quando já não existe nada para lutar
É fácil superar quando já não existem vestígios de sofrimento
Mas será fácil lutar contra quem desiste?
Será fácil sofrer por alguém que não supera?
Sei o que é difícil…
Para ti, tentar
Para mim, desistir
É aí que aparece alguém
E sorri com o coração aberto
E já está dentro de mim
Afinal foi fácil desistir,
Difícil de tentar…
É fácil superar quando já não existem vestígios de sofrimento
Mas será fácil lutar contra quem desiste?
Será fácil sofrer por alguém que não supera?
Sei o que é difícil…
Para ti, tentar
Para mim, desistir
É aí que aparece alguém
E sorri com o coração aberto
E já está dentro de mim
Afinal foi fácil desistir,
Difícil de tentar…
domingo, 22 de março de 2009
Sinais de conformismo...
quarta-feira, 11 de março de 2009
Tudo foi em vão!?

Assim, sofro em silêncio com o teu silêncio;
Deixando vestígios desse inconsolável amor,
Nas lágrimas que me percorrem o rosto;
Mas o poder das palavras arrebatadoras,
Forçadas por uma tentativa em vão
Foi surrealmente mortífero;
Foram meros beijos
Que me permitiram flutuar na ilusão,
Construindo um futuro irreal
Num sonho ridiculamente acordado;
Num lugar onde a amizade era tudo
Nasceu a semente de um amor
Que podia dar flores e frutos,
Podia dar mais do que oxigénio,
Podia percorrer quilómetros de raízes…
Deixando vestígios desse inconsolável amor,
Nas lágrimas que me percorrem o rosto;
Mas o poder das palavras arrebatadoras,
Forçadas por uma tentativa em vão
Foi surrealmente mortífero;
Foram meros beijos
Que me permitiram flutuar na ilusão,
Construindo um futuro irreal
Num sonho ridiculamente acordado;
Num lugar onde a amizade era tudo
Nasceu a semente de um amor
Que podia dar flores e frutos,
Podia dar mais do que oxigénio,
Podia percorrer quilómetros de raízes…
Tu & Eu – invertida
Foi um erro
Não dizer o que sentia naquele momento,
Podia ter deitado tudo a perder, mas
Por ter disfarçado aquele sentimento
Iludi-te!
Desde aquele dia
Algo mudou.
Tornou-se novamente forte!
A nossa cumplicidade
Cresceu e ergueu a amizade.
O nosso amor
Já não é real!
Já não há singularidade.
Já não há singularidade.
Já não é real!
O nosso amor
Cresceu e ergueu a amizade.
A nossa cumplicidade
Tornou-se novamente forte!
Algo mudou.
Desde aquele dia
Iludi-te!
Por ter disfarçado aquele sentimento
Podia ter deitado tudo a perder, mas
Não dizer o que sentia naquele momento,
Foi um erro
segunda-feira, 9 de março de 2009

Julgava que eras tu a outra parte de mim
Acreditei apenas no que queria ver
Sentia-te perto mesmo estando longe
No fundo só queria o meu lugar em ti
Os momentos mais felizes do dia agora são
Aqueles que ferem o meu coração
E sofro em silêncio, não há mais razão
Para lutar sozinha outra vez…
Não dá p’ra esquecer
Se o teu sorriso volta a acontecer
Não dá p’ra negar
Que é contigo que eu quero estar
Então volta no silêncio desta dor
Aconchega o meu peito com o teu amor
Se a desilusão for a razão
O teu amor prevalecerá
Mas se for o medo que te consome
Não é razão…
Porque tenho mais medo de te perder sem tentar
Sem saber se poderia resultar…
Acreditei apenas no que queria ver
Sentia-te perto mesmo estando longe
No fundo só queria o meu lugar em ti
Os momentos mais felizes do dia agora são
Aqueles que ferem o meu coração
E sofro em silêncio, não há mais razão
Para lutar sozinha outra vez…
Não dá p’ra esquecer
Se o teu sorriso volta a acontecer
Não dá p’ra negar
Que é contigo que eu quero estar
Então volta no silêncio desta dor
Aconchega o meu peito com o teu amor
Se a desilusão for a razão
O teu amor prevalecerá
Mas se for o medo que te consome
Não é razão…
Porque tenho mais medo de te perder sem tentar
Sem saber se poderia resultar…
sexta-feira, 6 de março de 2009
Eufemismo da desilusão

A dor da desilusão torna-se maior quando causada por um grande amor…
Quando este nos faz subir ao precipício e nos atira como uma pedra…
A sensação é como se andássemos aos tropeções pelo penhasco
E emergíssemos profundamente dentro de água…
Aí afogamo-nos…
Quem nos pode salvar?
Quem nos pode dar a mão
Se não quem nos atirou?
Quem nos pode transmitir a beleza de cada poeira do penhasco,
Das vertigens que causa o precipício,
Da queda que nos corta a respiração,
E da brusquidão da água que nos faz embater nas pedras?
Quem nos pode dizer que não passou de um abanão,
De um mau momento,
De um teste – talvez?
E que quando ouvir soar a palavra – AMO-TE,
Será ela tão especial como sempre quis que fosse…
Será sentida…
Porque só te odiei naquele momento
Por gostar tanto de ti…
E isso é mais forte que o “não”,
É mais encorajante que uma incerteza...
A única coisa que posso continuar a ter
É esperança,
Mesmo que seja em vão…
Espero que me surpreendas,
Desta vez pela positiva…
Quem, se não tu…
Para me salvar…
Quando este nos faz subir ao precipício e nos atira como uma pedra…
A sensação é como se andássemos aos tropeções pelo penhasco
E emergíssemos profundamente dentro de água…
Aí afogamo-nos…
Quem nos pode salvar?
Quem nos pode dar a mão
Se não quem nos atirou?
Quem nos pode transmitir a beleza de cada poeira do penhasco,
Das vertigens que causa o precipício,
Da queda que nos corta a respiração,
E da brusquidão da água que nos faz embater nas pedras?
Quem nos pode dizer que não passou de um abanão,
De um mau momento,
De um teste – talvez?
E que quando ouvir soar a palavra – AMO-TE,
Será ela tão especial como sempre quis que fosse…
Será sentida…
Porque só te odiei naquele momento
Por gostar tanto de ti…
E isso é mais forte que o “não”,
É mais encorajante que uma incerteza...
A única coisa que posso continuar a ter
É esperança,
Mesmo que seja em vão…
Espero que me surpreendas,
Desta vez pela positiva…
Quem, se não tu…
Para me salvar…
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O sofrimento é silencioso

O amor é talvez o lugar mais incerto onde alguma vez me encontrei.
O labirinto é confuso e tem algumas armadilhas,
Mas nem ele me vai fazer desistir da ideia de encontrar uma saída.
É bom saber que procuras a saída juntamente comigo…
A mesma saída.
Podemos encontrá-la juntos e sair juntos dela
Vitoriosos!
Podíamos quebrar todas as barreiras e destruir todas as armadilhas…
Podíamos juntos
Derrubar as forças exteriores a nós
Com o amuleto do amor.
Se o temos e não o usamos
Ele envelhece só…
E torna-se duro e inquebrável.
São meras palavras,
Ditas por quem sofre em silêncio.
Por quem sofre com o teu silêncio…
O labirinto é confuso e tem algumas armadilhas,
Mas nem ele me vai fazer desistir da ideia de encontrar uma saída.
É bom saber que procuras a saída juntamente comigo…
A mesma saída.
Podemos encontrá-la juntos e sair juntos dela
Vitoriosos!
Podíamos quebrar todas as barreiras e destruir todas as armadilhas…
Podíamos juntos
Derrubar as forças exteriores a nós
Com o amuleto do amor.
Se o temos e não o usamos
Ele envelhece só…
E torna-se duro e inquebrável.
São meras palavras,
Ditas por quem sofre em silêncio.
Por quem sofre com o teu silêncio…
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Perdidos num labirinto

“Eu...
Percorro um labirinto á tua procura. Ainda não te encontrei...
Tu...
Quando te encontrar te direi...
Amo-te!
Eu Amo-te!
14 de Fevereiro de 2009”
Estou aqui,
Perdida neste confuso labirinto…
Julgava que me querias,
Como sempre te quis.
Julgava que o sabias…
Estou aí,
Procura dentro do teu coração…
É lá que eu estou!
Depois olha nos meu olhos,
Que marcarão o momento do encontro…
Onde soarão doces palavras de amor…
Estou onde estiver o teu pensamento…
Percorro um labirinto á tua procura. Ainda não te encontrei...
Tu...
Quando te encontrar te direi...
Amo-te!
Eu Amo-te!
14 de Fevereiro de 2009”
Estou aqui,
Perdida neste confuso labirinto…
Julgava que me querias,
Como sempre te quis.
Julgava que o sabias…
Estou aí,
Procura dentro do teu coração…
É lá que eu estou!
Depois olha nos meu olhos,
Que marcarão o momento do encontro…
Onde soarão doces palavras de amor…
Estou onde estiver o teu pensamento…
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Abre todas as portas...
“Por vezes custa-nos expressar os nossos sentimentos, como se numa palavra os fossemos perder…
O amor só magoa quando não se é correspondido. E se algum dia viste no meu olhar a ausência de um sentimento, foi por não ser correspondida…
Chega uma altura da vida, em que colocamos todos os “se nãos” em cima de uma mesa, e selecciona-mos aqueles pelos quais não vale a pena lutar. Naquele dia, tirei o teu nome da mesa e coloquei-o no bolso, para andar sempre comigo. Sempre que cometia algum erro, relembrava o teu nome, e lamentava-me…por te ter retirado…
No outro dia, coloquei os “talvez” em cima da mesa…e aí, tirei-te do bolso, e coloquei-te de novo na mesa. O “talvez” é mais convincente que o “se não”. E “se não” for,” talvez” possa mudar e voltar a ser…
Agora já não te trago no bolso…trago-te no coração porque é mais acolhedor. No bolso trago a mágoa da dor que um dia te causei…para quem sabe, me cair do bolso com um perdão, e me ver livre dela para sempre. E para sempre não é muito…se perdermos muito do tempo que nos resta.”
Miriam Costa
Feliz dia de S. Valentim!
Adoro-te!
(escrevo porque custa menos e assim tenho a certeza que não perco o sentimento que não disse)
O amor só magoa quando não se é correspondido. E se algum dia viste no meu olhar a ausência de um sentimento, foi por não ser correspondida…
Chega uma altura da vida, em que colocamos todos os “se nãos” em cima de uma mesa, e selecciona-mos aqueles pelos quais não vale a pena lutar. Naquele dia, tirei o teu nome da mesa e coloquei-o no bolso, para andar sempre comigo. Sempre que cometia algum erro, relembrava o teu nome, e lamentava-me…por te ter retirado…
No outro dia, coloquei os “talvez” em cima da mesa…e aí, tirei-te do bolso, e coloquei-te de novo na mesa. O “talvez” é mais convincente que o “se não”. E “se não” for,” talvez” possa mudar e voltar a ser…
Agora já não te trago no bolso…trago-te no coração porque é mais acolhedor. No bolso trago a mágoa da dor que um dia te causei…para quem sabe, me cair do bolso com um perdão, e me ver livre dela para sempre. E para sempre não é muito…se perdermos muito do tempo que nos resta.”
Miriam Costa
Feliz dia de S. Valentim!
Adoro-te!
(escrevo porque custa menos e assim tenho a certeza que não perco o sentimento que não disse)
14.02.09
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Página em branco...

Quando me julgava num beco sem saída, tomei a decisão certa…e antes que ficasse encurralada no meu solitário mundo, optei por voltar para trás…não estou solitária…tenho-me a mim e quem me ama…e não me sinto só, nem perdida, nem deprimida…
Sinto que encontrei o equilíbrio entre a paz e o meu mundo agitado…e é aí que me encontro…
Virei a página daquele livro compacto de erros e sofrimento…e agora, começo com uma página em branco…
Esta página, não é apenas uma página, em branco…é o resultado de um processo de aprendizagem pelo qual fui submetida autonomamente. Corresponde á barreira de sofrimento que ultrapassei, ponderando os prós e contras. E assim, ciente do que deixo para trás sem remorsos nem culpas, inauguro uma nova página oposta às anteriores…
Sinto que encontrei o equilíbrio entre a paz e o meu mundo agitado…e é aí que me encontro…
Virei a página daquele livro compacto de erros e sofrimento…e agora, começo com uma página em branco…
Esta página, não é apenas uma página, em branco…é o resultado de um processo de aprendizagem pelo qual fui submetida autonomamente. Corresponde á barreira de sofrimento que ultrapassei, ponderando os prós e contras. E assim, ciente do que deixo para trás sem remorsos nem culpas, inauguro uma nova página oposta às anteriores…
...
sábado, 7 de fevereiro de 2009
O caminho a seguir...

Penso no amanhã e não vejo nitidamente o meu reflexo… não vejo certeza nos meus olhos, nem segurança nos teus. Vejo um presente confuso, dividido e doentio.
Tenho á minha frente uma estrada de três caminhos…perigo; precaução; prioridade…
A prioridade sou eu…porém, não me considero tal. Sinto-me irreversivelmente condenada a um sofrimento perpétuo por justa causa. Esse sentimento invade-me a alma condenada, fazendo-me jurar não voltar a cometer tais imprudentes erros. Mas no silêncio de uma lembrança melancólica, envolvo-me num sentimento imundo e profundo, que destrói a mais profunda e marcante dor.
Quero-me soltar num grito abafado de liberdade, onde me envolvo nos teus braços e suplico pela eternidade desse momento. Sinto-me impotente e descontrolada num sentimento estranho que me percorre o corpo e me dá calafrios nervosos. Teria o momento ideal para me confessar, porém, a sensação de pressão e ausência de naturalidade roubaram-me a voz do coração e não permitiram nem que uma lágrima rompesse a barreira entre nós.
Só o tempo me vai trazer de novo a paz para uma reflexão comprometedora. O meu coração pertence a alguém que o domina incontrolavelmente em silêncio. E só saberem quem é o seu cativo quando me escorrer suor do cérebro e o coração bater a um ritmo aceitável de harmonia entre ambos. Até lá, este pertence-me e só eu o controlarei…
Não me deixarei dominar pelo íman do perigo que me atrai… o fogo e a água terão que atenuar a persistência do meu coração. Terei que encontrar o caminho da harmonia entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, entre a paz e a guerra, considerando o facto de que o yin-yang é o pilar da minha vida.
Tenho á minha frente uma estrada de três caminhos…perigo; precaução; prioridade…
A prioridade sou eu…porém, não me considero tal. Sinto-me irreversivelmente condenada a um sofrimento perpétuo por justa causa. Esse sentimento invade-me a alma condenada, fazendo-me jurar não voltar a cometer tais imprudentes erros. Mas no silêncio de uma lembrança melancólica, envolvo-me num sentimento imundo e profundo, que destrói a mais profunda e marcante dor.
Quero-me soltar num grito abafado de liberdade, onde me envolvo nos teus braços e suplico pela eternidade desse momento. Sinto-me impotente e descontrolada num sentimento estranho que me percorre o corpo e me dá calafrios nervosos. Teria o momento ideal para me confessar, porém, a sensação de pressão e ausência de naturalidade roubaram-me a voz do coração e não permitiram nem que uma lágrima rompesse a barreira entre nós.
Só o tempo me vai trazer de novo a paz para uma reflexão comprometedora. O meu coração pertence a alguém que o domina incontrolavelmente em silêncio. E só saberem quem é o seu cativo quando me escorrer suor do cérebro e o coração bater a um ritmo aceitável de harmonia entre ambos. Até lá, este pertence-me e só eu o controlarei…
Não me deixarei dominar pelo íman do perigo que me atrai… o fogo e a água terão que atenuar a persistência do meu coração. Terei que encontrar o caminho da harmonia entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, entre a paz e a guerra, considerando o facto de que o yin-yang é o pilar da minha vida.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Momentos de pré-realização

Vivo agora momentos felizes
De pré-realização;
Estou tão viva e presente
Que o passado foi em vão.
Tenho um grito de liberdade
Da alma e do coração;
Sou tão livre e apaixonada,
Vivo em grande agitação.
Música e dança trazem-me alegria,
E quando em cena representadas,
Com um toque de poesia,
Vivo num conto de fadas.
De pré-realização;
Estou tão viva e presente
Que o passado foi em vão.
Tenho um grito de liberdade
Da alma e do coração;
Sou tão livre e apaixonada,
Vivo em grande agitação.
Música e dança trazem-me alegria,
E quando em cena representadas,
Com um toque de poesia,
Vivo num conto de fadas.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Como um brinquedo novo...

Num momento de descontrolo
Vi-te entrar por aquela porta
Tinha um génio viciado
Que corrompia o meu cérebro
Foste um estímulo do meu defeito
O despertar do meu radar
Com esse jeito igual ao meu
Tomavas posse do meu olhar
Sem pensar nas consequências
Do meu fraco delito
Quebrei todas as regras
Ignorei-me por completo
Indo ao limite da loucura
Loucura que me atormenta
Sem vaidade nem sensatez
Eras como um brinquedo novo
Dado a uma criança abastada
Ansiando porque era vistoso
Pois não necessitava de nada
Mas como qualquer criança
Que se afeiçoa a um brinquedo
Tornando-o o seu preferido
Assim te tornei a meus olhos
Mas nunca foste o meu brinquedo
Só me deixaste afeiçoar-me a ti
Para me dares em troca uma traição
Só me enganaste descaradamente
Fazendo-me dependente de ti
Ao sentir-te dependente de mim
E saíste sempre vitorioso
Com palavras manhosas
Controlaste sempre as situações
Sem deslize de sentimentos
Não posso acreditar que foste capaz
Não quero acreditar
Foste um desperdício de sentimentos
Uma fraude
Sem guardar rancor
Perdoei-te
Quase sob pressão
Mas a mágoa ainda aqui vive
Onde para ti não tem significado
Dentro do coração
Vi-te entrar por aquela porta
Tinha um génio viciado
Que corrompia o meu cérebro
Foste um estímulo do meu defeito
O despertar do meu radar
Com esse jeito igual ao meu
Tomavas posse do meu olhar
Sem pensar nas consequências
Do meu fraco delito
Quebrei todas as regras
Ignorei-me por completo
Indo ao limite da loucura
Loucura que me atormenta
Sem vaidade nem sensatez
Eras como um brinquedo novo
Dado a uma criança abastada
Ansiando porque era vistoso
Pois não necessitava de nada
Mas como qualquer criança
Que se afeiçoa a um brinquedo
Tornando-o o seu preferido
Assim te tornei a meus olhos
Mas nunca foste o meu brinquedo
Só me deixaste afeiçoar-me a ti
Para me dares em troca uma traição
Só me enganaste descaradamente
Fazendo-me dependente de ti
Ao sentir-te dependente de mim
E saíste sempre vitorioso
Com palavras manhosas
Controlaste sempre as situações
Sem deslize de sentimentos
Não posso acreditar que foste capaz
Não quero acreditar
Foste um desperdício de sentimentos
Uma fraude
Sem guardar rancor
Perdoei-te
Quase sob pressão
Mas a mágoa ainda aqui vive
Onde para ti não tem significado
Dentro do coração
Onde te escondes?

Onde te escondes no meio da multidão?
Por de trás de que rosto?
Por que caminho vagas?
Onde te escondes nos meus sonhos?
Em que nuvem voas?
Em que onda flutuas?
Onde te escondes no meu pensamento?
Não vejo nenhum rosto,
Não recordo palavras…
Onde te escondes nas noites ao luar?
Serás a estrela que mais brilha,
Serás a estrela Polar?
Será essa a tua casa,
Será esse o teu olhar?
E as palavras que procuro,
Serão elas ditas no silêncio da noite?
Será o teu toque tão suave
Que me aconchega no meu leito?
Serás tu a razão da solidão?
Do meu viver atordoado,
Da ausência da paixão?
E que razão
me dás para viver?
Se o teu rosto desconheço,
O teu toque e o teu cheiro…
As palavras caladas
Num silêncio ensurdecedor…
Nem um olhar de magia,
Nem um sorriso arrasador…
Nada me dás se não a angústia do desejo,
O pecado da curiosidade,
A incerteza de um amor…
Por de trás de que rosto?
Por que caminho vagas?
Onde te escondes nos meus sonhos?
Em que nuvem voas?
Em que onda flutuas?
Onde te escondes no meu pensamento?
Não vejo nenhum rosto,
Não recordo palavras…
Onde te escondes nas noites ao luar?
Serás a estrela que mais brilha,
Serás a estrela Polar?
Será essa a tua casa,
Será esse o teu olhar?
E as palavras que procuro,
Serão elas ditas no silêncio da noite?
Será o teu toque tão suave
Que me aconchega no meu leito?
Serás tu a razão da solidão?
Do meu viver atordoado,
Da ausência da paixão?
E que razão
me dás para viver?
Se o teu rosto desconheço,
O teu toque e o teu cheiro…
As palavras caladas
Num silêncio ensurdecedor…
Nem um olhar de magia,
Nem um sorriso arrasador…
Nada me dás se não a angústia do desejo,
O pecado da curiosidade,
A incerteza de um amor…
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Atrás do pano...

O tempo passa devagar
E as carícias são bastante significativas.
Lentamente vão descobrindo o pano.
Treino bem o meu papel,
Quase encaro o personagem normalmente,
Sem receios, sem tensões…
Quando o show começa,
Lentamente, me envolvo em teus braços,
Lentamente vou sabendo o que quero
E me vou entregando…
Como é seguro actuar com o papel da minha vida,
O papel principal! ...
É meu desta vez!
Fico feliz por saber que não há duplos,
Não há sobresselentes nem figurantes…
Só eu e tu!
Não interessa quem está em nosso redor,
Quem é contra ou quem é a favor…
Só tu e eu, desta vez…
E desta vez, lentamente…
Pois já conhecemos os nossos papéis,
Sabemos aquilo que podemos esperar…
Com certeza irá haver improvisos,
E aí…
O que menos esperamos pode surgir!
Ou o que sempre esperámos e nunca surgiu!
Será realmente o show da vida…
Por detrás do pano,
Há sentimentos!
Não haverá beijos técnicos…
É tudo real…
É a vida…
É o amor!
…és tu e eu…
E as carícias são bastante significativas.
Lentamente vão descobrindo o pano.
Treino bem o meu papel,
Quase encaro o personagem normalmente,
Sem receios, sem tensões…
Quando o show começa,
Lentamente, me envolvo em teus braços,
Lentamente vou sabendo o que quero
E me vou entregando…
Como é seguro actuar com o papel da minha vida,
O papel principal! ...
É meu desta vez!
Fico feliz por saber que não há duplos,
Não há sobresselentes nem figurantes…
Só eu e tu!
Não interessa quem está em nosso redor,
Quem é contra ou quem é a favor…
Só tu e eu, desta vez…
E desta vez, lentamente…
Pois já conhecemos os nossos papéis,
Sabemos aquilo que podemos esperar…
Com certeza irá haver improvisos,
E aí…
O que menos esperamos pode surgir!
Ou o que sempre esperámos e nunca surgiu!
Será realmente o show da vida…
Por detrás do pano,
Há sentimentos!
Não haverá beijos técnicos…
É tudo real…
É a vida…
É o amor!
…és tu e eu…
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Desabrochar da flor...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Peças independentes...
É um ciclo vicioso...

Mais uma vez…
O cérebro parou com o pânico,
A boca ficou imóvel,
Os olhos procuravam uma fuga
No silêncio do olhar.
Mais uma recaída…
Parece um ciclo vicioso,
Um ciclo sem fim.
Ficou tudo destruído…
Valeu a pena o esforço,
Mas não foi duradouro nem produtivo…
Fraquejei…com vontade,
E sem vontade fiquei…
Não sou capaz…
Não consigo superar.
Tenho força de vontade
Mas não sou suficientemente forte…
O cérebro parou com o pânico,
A boca ficou imóvel,
Os olhos procuravam uma fuga
No silêncio do olhar.
Mais uma recaída…
Parece um ciclo vicioso,
Um ciclo sem fim.
Ficou tudo destruído…
Valeu a pena o esforço,
Mas não foi duradouro nem produtivo…
Fraquejei…com vontade,
E sem vontade fiquei…
Não sou capaz…
Não consigo superar.
Tenho força de vontade
Mas não sou suficientemente forte…
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Abro o meu coração

Por vezes não olho as pequenas coisas,
Por vezes não lhes dou o valor devido,
Sou insensível e não lamechas.
Não luto nem dou luta,
Nem ganho nem perco…
Nem consigo ser…eu!
Já dei muito mais de mim;
Já dei tudo!
Sem me darem nada em troca…
E pelo que sofri
Não quero voltar a sofrer.
Chego a ser tão fria
Que quase congelo o meu coração…
Mas não desisto!
Alguém o aquecerá um dia…
Não desisto nem acerto
E este coração não aprende…
Tenho saudades de ter vontade de sofrer
despropositadamente,
Descobri finalmente
Que não preciso que alguém me dê tudo…
Pois assim nunca lhe darei valor
Preciso de ser eu a dar…
Só assim saberei se o merece…
E finalmente descobri
que estou pronta
para me deixar derreter…
É só aparecer alguém
Que me dê luta,
E me faça lutar…
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